Por segurança, F1 cogita ajuste no procedimento de pitstops

A F1 deverá alterar seus procedimentos de pitstops depois de uma série de problemas que expuseram as fraquezas nos sistemas de algumas equipes em 2018.

Um erro da McLaren nos treinos do GP da China foi o quinto episódio de problemas desta natureza em três GPs no ano, o que também aconteceu apenas uma semana depois de um mecânico da Ferrari ter uma perna quebrada em um incidente. 

As liberações inseguras aconteceram apesar de todas as 10 equipes da F1 contarem com um sistema semiautomático, que, em tese, deveria evitar que os pilotos tenham luz verde antes de seus pitstops estarem concluídos. 

O diretor de provas da FIA, Charlie Whiting, revelou que tem uma possível solução que apresentará às equipes nas próximas semanas.

“Acho que podemos introduzir algumas coisas para melhorar, para diminuir a probabilidade de erros”, disse Whiting, quando questionado pelo Motorsport.com se ainda havia preocupações quanto ao procedimento de pitstops depois de um GP da China sem grandes sustos.

“Acho que aprendemos algo. Precisamos analisar novamente as coisas para garantir o que vamos fazer, e faremos isso precisamente para assegurar que todos possam seguir.”

Elementos automatizados em pitstops na F1 avançaram a ponto de incluir sensores na pistolas que ajudam o mecânico a sinalizar quando a troca de pneu está concluída. 

Quando o processo está completo em todas as quatro rodas, o piloto recebe a luz verde.

Um erro no sensor que media o aperto das rodas foi o responsável pela liberação de Kimi Raikkonen, o que fraturou a perna do mecânico Francesco Cigarini. 

O mecânico que estava no macaco traseiro e o controlador do pitstop, que poderiam ter anulado o sistema automático, não viram que, na verdade, a roda traseira esquerda não havia sido trocada. Whiting quer reforçar o processo para que haja mais parâmetros e melhore o sistema automático. 

Isso deverá incluir a obrigatoriedade do uso de dois sensores para as pistolas de todas as equipes: uma para garantir que o torque ideal foi aplicado para apertar a porca, e outro para checar sua posição caso haja um erro na hora de apertá-la. 

Isso aconteceu, por exemplo, com os carros da Haas no GP da Austrália e com a McLaren na China, que não utilizam dois sensores e que liberaram seus carros com um erro na hora de apertar a porca da roda. 

“Então, se você estiver usando dois sensores que dizem ao operador que o pitstop está pronto, ele aperta um botão, os dois macacos descem e o carro vai embora”, disse Whiting. 

O chefe técnico da Renault, Bob Bell, sugeriu na China que a FIA poderia padronizar o sistema como parte das regras de 2021 para ter um controle maior na segurança. 

Whiting afirmou que não há problemas com sistemas individuais, contanto que não seja possível que um operador declare que a roda está presa de forma segura sem que de fato ela esteja.

“Não acho que precisemos padronizar isso. Precisamos garantir que, entre outras coisas, não haja a possibilidade de o cara dar OK até que as duas condições tenham sido cumpridas.”

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