Renault: redução de calendário “valorizaria” a F1

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Renault: redução de calendário “valorizaria” a F1
Scott Mitchell
Por: Scott Mitchell
Co-autor: Ben Anderson
16 de jul de 2018 10:09

Chefe da Renault na F1, Cyril Abiteboul acredita que a categoria se beneficiaria de uma “agressiva” redução no número de provas que reduziria o calendário para apenas 15 corridas.

Valtteri Bottas, Mercedes AMG F1 W09, Lewis Hamilton, Mercedes AMG F1 W09, Kimi Raikkonen, Ferrari SF71H, Max Verstappen, Red Bull Racing RB14, Sebastian Vettel, Ferrari SF71H, Romain Grosjean, Haas F1 Team VF-18, the rest of the field at the start of the race
Lewis Hamilton, Mercedes-AMG F1 W09 and Kimi Raikkonen, Ferrari SF71H battle at the start of the race
Lewis Hamilton, Mercedes AMG F1 W09, leads Valtteri Bottas, Mercedes AMG F1 W09, Sebastian Vettel, Ferrari SF71H, Max Verstappen, Red Bull Racing RB14, Daniel Ricciardo, Red Bull Racing RB14, and the rest of the field at the start
Cyril Abiteboul, Renault Sport F1 Managing Director
Sebastian Vettel, Ferrari SF71H leads at the start of the race
Lewis Hamilton, Mercedes AMG F1 W09 leads at the start
Bruno Michel and Guenther Steiner, Haas F1 Team Principal
Guenther Steiner, Team Prinicipal, Haas F1 Team, Dr. Vijay Mallya, Force India Formula One Team Owner and Zak Brown, McLaren Racing CEO in the Press Conference

O atual calendário da F1 igualou o máximo de sua história, com 21 GPs, incluindo a já impopular sequência de três provas em três semanas seguidas, que fez sua estreia.

Houve sugestões de que a temporada poderia passar a ter 22 ou 23 provas em um futuro próximo, com novas corridas sendo planejadas nos Estados Unidos e Ásia.

Abiteboul disse ao Motorsport.com: “Precisamos poder engajar com os fãs, mas isso precisa permanecer como algo especial. Já estamos muito acima do que deveria ser um número para algo especial.”

“Precisamos transmitir uma mensagem de orgulho, motivação, energia. Com o calendário que temos agora, o entusiasmo não é o mesmo que era quando viajávamos apenas 15 vezes por ano.”

“Se não tivermos a energia, será muito difícil transmitir isso externamente. Está se tornando quase que uma rotina. Ele não deveria se tornar um trabalho do dia a dia. Nós passamos um pouco deste equilíbrio, então precisamos ser extremamente cuidadosos.”

“Eu aprecio os motivos por que, comercialmente, precisemos expandir o calendário, mas, da minha parte, eu seria a favor de uma contração maciça do esporte.”

Abiteboul disse que “entre 15 e 18” corridas iria “aumentar muito o valor”.

“Se formos muito agressivos e estabelecermos 15 corridas, teríamos de dizer às 21 corridas que temos atualmente: ‘Olhem, rapazes, seis de vocês serão descartadas. Podem competir”, acrescentou.

“Você reverteria completamente o padrão do mercado. Seria muito interessante ver a reação.”

“Entendo que seria como uma aposta, que não é algo que está dentro dos atuais planos da F1, que atrai mais dinheiro a todo ano, mais pessoas, mais pistas, maior premiação, mais tudo.”

“Mas, em algum momento, haverá um período de crise e talvez tenhamos de ver se podemos mudar esse equilíbrio.”

Algumas das equipes pequenas da F1 sugeriram que teriam de ver provas do ganho comercial para apoiar um calendário expandido.

Chefe da Haas, Gunther Steiner disse: “Ir a corridas traz custos enormes a nós e à F1, então eles precisam se certificar de que teremos lucros também, não apenas uma expansão”, disse.

“Ao crescer apenas por crescer, não há sentido. O equilíbrio está entre 20 e 22 corridas no máximo. Ao ir além, não há retorno para isso.”

Proprietário da Force India, Vijay Mallya disse que estava preocupado com o bem estar de sua equipe.

“Mais corridas significam mais lucro, e, se eu pudesse ter dois times de funcionários de corridas e fosse pago pela F1, eu certamente consideraria isso”, disse.

“Mas, se as coisas permanecerem as mesmas, acho que mais de 21 corridas e essas provas em três fins de semana seguidos são muito desgastantes para nossos engenheiros e mecânicos e todos aqueles envolvidos em uma equipe de corridas.”

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Categoria Fórmula 1
Autor Scott Mitchell
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