"O objetivo para 2018 é vencer", diz engenheiro de Lorenzo

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Oriol Puigdemont
Por: Oriol Puigdemont
Traduzido por: Daniel Betting
1 de dez de 2017 18:48

Christian Gabarrini, engenheiro de pista de Jorge Lorenzo, faz uma avaliação positiva do primeiro ano da Ducati, mas acredita que outra temporada como a de 2017 seria injustificável

Jorge Lorenzo, Ducati Team
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Jorge Lorenzo, Ducati Team

Jorge Lorenzo decidiu dar mudar após nove anos em uma Yamaha e embarcou em uma aventura arriscada ao assinar com a Ducati para 2017, o que o indicou como escolhido para devolver à empresa bolonhesa o título que até agora só Casey Stoner (2007) conseguiu, e nada menos que com Christian Gabarrini no comando da oficina.

Lorenzo terminou na sétima posição da tabela, com 137 pontos, 161 a menos que o campeão e 124 menos que Andrea Dovizioso, seu parceiro de equipe.

Enquanto o piloto de Forli acumulou seis vitórias - o mesmo que Marc Márquez, o campeão - e oito pódios, Lorenzo não subiu ao andar mais alto do pódio nenhuma vez, algo que nunca aconteceu com ele na MotoGP.

Este fato dá uma ideia das dificuldades que Lorenzo encontrou na adaptação a uma moto completamente diferente da M1 que ele guiou de 2008 a 2016, e que, por natureza, se encaixava perfeitamente com seu estilo de pilotagem.

Como ele não se cansou de repetir em muitas ocasiões, o espanhol não esperava demorar tanto para fazer seu novo protótipo, o que, de acordo com os últimos testes realizados em Valência e Jerez, pode se dar como garantido.

"O saldo global é positivo. Os objetivos mudam com a passagem do tempo. No início da temporada, focamos em dar confiança a Jorge. Depois disso, ele deveria sempre ficar no top 5 e, no final, ele poderia lutar pela vitória em todas as corridas. Nos últimos GPs, conseguimos, estava lá, mas com mais duas corridas, poderíamos ter verificado isso", explica Gabarrini ao Motorsport.com.

Assim como Lorenzo no início ficou surpreso com o quanto a Yamaha e a Ducati podem ser diferentes, para o italiano é lógico que alguém precise de rodagem antes de poder instintivamente dirigir um aparelho tão particular quanto a Ducati.

"Jorge conseguiu adaptar o seu estilo de pilotagem para aproveitar os pontos fortes da nova moto. Apesar de ser um dos pilotos mais rápidos do grid, ele se forçou a fazer coisas que não vieram naturalmente para ele ser rápido de uma maneira diferente, e isso é apenas os fora de série fazem. Por exemplo, com a Yamaha, eu sabia perfeitamente qual a reação que a moto iria ter em cada momento, e era isso que ele tinha que aprender com a Ducati. Dito isto, ele não perdeu seu estilo, sua essência, ele simplesmente o adaptou", diz o técnico, que acompanhou a equipe em uma pausa com vários membros do time, para uma viagem para a República Dominicana.

 

 Após este primeiro ano, o responsável pelo box da moto # 99 está plenamente consciente de que, em 2018, o objetivo é ganhar corridas e depois considerar a luta pelo campeonato.

"Você precisa ser realista e não contar histórias. Se no próximo ano tivermos tantos problemas quanto em 2017, não teríamos nenhuma justificativa possível. Outra temporada como essa seria inaceitável. É verdade que alcançamos a meta que definimos, mas deveríamos chegar a esse ponto muito mais cedo. Quando as fichas para uma temporada com Lorenzo é para lutar pelo título" conclui Gabarrini.

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Categoria MotoGP
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Autor Oriol Puigdemont
Tipo de matéria Entrevista