Rossi: Yamaha pode levar “mais uma temporada” para melhorar

Valentino Rossi teme que Yamaha venha a precisar de outra temporada para encontrar soluções para seus problemas eletrônicos.

Rossi e seu parceiro de equipe, Maverick Viñales, sofreram com a falta de aderência nas abafadas condições do recém-recapeado circuito de Jerez, com a dupla apenas em 10º e 11º na classificação e ficando fora do alcance do top 10 por boa parte da corrida.

A colisão envolvendo Andrea Dovizioso, Dani Pedrosa e Jorge Lorenzo nos estágios finais permitiu que Rossi ficasse em quinto, e ele sentiu que seu ritmo foi melhor do que em sua corrida no ano passado, na qual fechou em um distante 10º lugar. 

Contudo, ele admitiu que o oitavo lugar seria seu limite se não fosse o acidente à sua frente, e disse que isso “não é uma boa notícia ficar feliz após uma corrida assim”. 

“Chegar em quinto com a velocidade que tive no fim de semana é positivo, e, no fim, agora me sinto bem feliz”, disse Rossi.

“Mas não é uma boa notícia ficar feliz depois de uma corrida assim, com a nossa situação técnica desse jeito.”

“Também é verdade que depende da pista, porque, em algumas pistas, sofremos mais, e em outra sofremos menos.”

“Mas, para mim é muito claro o que temos de fazer na moto, e é verdade que precisamos de tempo. Mas a Yamaha precisa se esforçar para tentar encurtar esse tempo, porque, senão, precisaremos de outra temporada.”

“Então, espero que a Yamaha nos dê o máximo de suporte para ser competitiva, porque minha corrida foi boa, tinha um bom ritmo, mas, sem o acidente na minha frente, eu terminaria em oitavo.”

“Essa pista é uma pista em que sofremos. Também é verdade que eu estava muito mais rápido em comparação ao ano passado – no ano passado eu fiquei a 38s [do vencedor]; agora, fiquei a 8s.”

“Mas, de qualquer forma, eu estaria em oitavo sem o acidente, e esse é o nosso limite.”

Quando perguntado sobre os problemas da moto, Rossi disse que era “25-75%” entre mecânica e eletrônica, e afirmou que a Yamaha estará trabalhando em cima destes 25% nos testes de Jerez. 

“Para mim, é um pouco de parte mecânica, mas também é eletrônica. 25/75”, acrescentou. “[Segunda-feira] teremos algumas partes mecânicas [para testar], mas trabalharemos nestes 25%.”

“É uma pena, porque, do que entendo, o resto de nossa moto é bom, mas precisamos disso [melhorar a eletrônica], e espero que a Yamaha dê 100% para corrigir estes problemas o mais rápido possível.”

“Até onde entendi, é um trabalho que requer tempo. Essa é a má notícia, mas a boa é que, de qualquer forma, temos que trabalhar na caixa-preta.”

“Então, o problema é que você precisa começar, e é preciso tempo. Mas, quando você não começa, as corridas, os meses e os campeonatos passam e ainda continuaríamos com o mesmo problema.”

Reportagem adicional de Matteo Nugnes

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