Novas regras técnicas são chave para conter custos do WEC

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Novas regras técnicas são chave para conter custos do WEC
Por: Gary Watkins
16 de jun de 2018 18:07

Limitações rígidas ao desenvolvimento aerodinâmico são um componente chave da redução de custos planejada para os novos regulamentos do protótipo do WEC que entrarão em vigor em 2020

O Mundial de endurance da FIA (WEC) anunciou nesta sexta-feira as novas regras para os carros da temporada 2010/2021.

Vincent Beaumesnil, diretor esportivo do promotor do WEC, o Automobile Club de l'Ouest, disse: "A ideia é que se você definir os valores, não há razão para gastar dinheiro no desenvolvimento do túnel porque você não receberá nenhuma recompensa."

"Este será um novo processo no qual mediremos os carros no túnel do vento e faremos o croqui completo deles.”

"Dessa forma, podemos nos certificar de que os carros podem ir até o ponto em que nos delimitamos, mas não passar por cima disso."

A regra também é central para permitir que os fabricantes estilizem seus carros do WEC, com esportivos de alto nível ou carros-conceito.

"O ponto chave é que o fabricante terá a capacidade de determinar a forma dos carros, porque não será ditada pela necessidade de criar downforce", explicou Beaumesnil.

O diretor técnico da Toyota Motorsport, Pascal Vasselon, descreveu o princípio por trás das regras aerodinâmicas como uma "inovação interessante".

"Em vez de microgerenciar os regulamentos proibindo este winglet ou aquele, onde o órgão regulador está sempre atrás dos engenheiros, aqui está o desempenho aerodinâmico real", disse ele. "Essa é a melhor maneira de gerenciar as coisas.

"A meta é definir a eficiência aerodinâmica em um nível atingível, não em um nível que requeira 30 pessoas em três anos, ela deve ser alcançada por uma equipe com alguns bons engenheiros de CFD."

A aerodinâmica ativa é também um princípio central das novas regras, que foram anunciadas em formato de rascunho pela ACO e pela FIA, antes das 24 Horas de Le Mans deste fim de semana.

O diretor técnico da FIA, Gilles Simon, explicou que isso permitiria "maior eficiência a um custo menor" e um único kit aerodinâmico a ser usado nas corridas de seis horas do WEC e em Le Mans.

Ele acrescentou que foi o "momento certo" para permitir a aerodinâmica ativa em protótipos no WEC, porque está se tornando cada vez mais comum em carros de rua.

A meta da regra é reduzir os custos para 25% dos níveis atuais, embora a ACO e a FIA tenham se recusado a estimar um orçamento provável.

Os carros serão ligeiramente mais lentos que os atuais da LMP1. A meta é que a nova geração de carros possa se classificar em Le Mans com 3min20s, cinco segundos mais lento que a pole position da corrida deste ano.

Os carros de 2020/21 terão menos downforce, serão mais pesados e terão menos energia de um único sistema de recuperação de energia cinética de eixo dianteiro, mas aproximadamente 200bph mais potência de seus motores convencionais de combustão interna.

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Autor Gary Watkins
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