Chefes da F1 levam opinião dos fãs para discussão sobre futuro da categoria

A opinião dos mais de 200 mil fãs que responderam à pesquisa global da GPDA já é levada em consideração pelos chefes do esporte nas conversas sobre futuras mudanças no regulamento

Duas semanas após a GPDA divulgar o primeiro relatório do questionário realizado com os fãs da Fórmula 1 (gpda.motorsport.com), o presidente Alex Wurz disse que os resultados da maior pesquisa sobre um esporte de todos os tempos ganhou a atenção dos chefes da categoria e das equipes.

Com o retorno de 217.756 mil fãs de 194 países e 15 idiomas, o resultado da pesquisa revelou o que o público pensa sobre a Fórmula 1 e o que eles esperam da categoria no futuro.

A opinião dos fãs importa

Enquanto trabalha para colocar os resultados da pesquisa em um relatório final, Wurz revelou que figuras importantes da categoria, incluindo membros do Grupo de Estratégia, já levam as opiniões do público para a mesa de discussão sobre futuras modificações no regulamento.

“Estamos em contato com acionistas e com o Grupo de Estratégia. Ambos estão interessados e levando em consideração as opiniões que coletamos dos fãs nesta pesquisa. O grande número de respostas que conseguimos nos dá uma grande oportunidade para entendermos o que pode ser feito. Não se pode ignorar os dados e a opinião de tantos fãs”, destacou.

Race format talking point

As primeiras descobertas da pesquisa da GPDA vieram tarde demais para evitar que a FIA e a FOM começassem a discutir mudanças no formato do final de semana das corridas, algo que os fãs demonstraram não querer que aconteça.

Mais de 50 por cento dos que responderam disseram que não gostariam de uma ‘sprint race’ aos domingos, enquanto 67,5 por cento se mostraram contra a ideia de duas corridas curtas. Apenas 26,9 por cento dos fãs disseram ‘sim’ para as corridas com terceiros pilotos e somente 20,8 por cento acreditam que o atual formato da classificação precisa mudar.

Wurz disse que a opinião do público em relação às ‘sprint races’ e rodadas duplas chegou aos dirigentes e o austríaco se mostrou contente por esse canal de comunicação entre os dois lados ter sido criado.

“Não há nada de errado em buscar melhorias para agradar os espectadores e, ao mesmo tempo, os promotores. A mensagem dos fãs – e nós falamos com todos eles, dos ávidos pelas corridas aos que acompanham de vez em quando, na TV ou nos circuitos – foi clara no sentido de que o formato não deve sofrer alterações radicais ou sequer passar por mudanças. Mas é gratificante perceber que a F1 está olhando para si mesma e perguntando o que pode ser feito para melhorar o espetáculo”, disse.

“Os dados da pesquisa podem ser utilizados para termos certeza de que não aborreceremos os fãs com qualquer mudança que venha a ser feita. Se a F1 seguir o método de desenvolvimento mais apropriado, poderemos fazer da categoria um produto melhor – novamente um esporte extremamente competitivo e emocionante, que não seja apenas um show”, observou.

Field tests

Toto Wolff, chefe da Mercedes, disse após o GP da Grã-Bretanha que o fato de a categoria buscar melhorias é importante, mas que a opinião que vem dos fãs é ainda mais importante. “Precisamos estar atentos e tentar fazer com que o esporte avance o tempo todo. Devemos levar em consideração as opiniões e os resultados de pesquisas”, ponderou.

Wurz se mostrou satisfeito com a utilização dos os resultados da pesquisa mesmo em tão pouco tempo e acredita que um bom caminho para saber se prováveis mudanças funcionariam seria testá-las antes de adotá-las definitivamente.

“Nossa sugestão é que qualquer mudança seja testada em um ou dois GPs antes de ser introduzida definitivamente em todas as provas. Como num ‘test-drive’, isso nos daria dados interessantes, nos quais nos basearíamos para desenvolver melhor a ideia ou concluir que aquilo não funcionou”, encerrou.

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