FIA rejeita pedido da Williams de rever punição a Sirotkin

Federação rebate argumentação da Williams e piloto russo continua com punição de três posições no grid de Barcelona

A FIA rejeitou o pedido da Williams para uma revisão de vários incidentes do GP do Azerbaijão, e emitiu uma resposta de dez pontos falando das razões.

A Williams pediu à FIA para rever o incidente de Baku que deu a Sergey Sirotkin uma penalidade de grid para o GP da Espanha, e outras colisões que resultaram em diferentes punições, além de Fernando Alonso ter conduzido sua McLaren de volta aos boxes com apenas dois pneus na primeira volta.

Os quatro comissários do GP - Garry Connelly, Tom Kristensen, Dennis Dean e Anar Shukurov - ouviram evidências do consultor jurídico da Williams e do diretor de prova da FIA, Charlie Whiting, por meio de uma teleconferência na manhã desta terça-feira.

Eles decidiram por unanimidade “que não há nenhum novo elemento significativo e relevante presente que justifique uma revisão de qualquer um dos cinco incidentes mencionados na solicitação”.

Os comissários deram dez razões para sua decisão em uma resposta detalhada.

Eles disseram que o toque de Sirotkin em Sergio Perez, que resultou em uma penalidade de três posições no GP de Espanha para o piloto da Williams, "não é semelhante aos outros incidentes da primeira volta onde os carros estavam lado a lado".

Os comissários disseram que o fato de a decisão não ter sido comunicada até o final da prova é irrelevante, porque isso ainda era "bem antes de qualquer possibilidade de protesto ou apelo ter expirado". Os comissários disseram que isso foi mencionado no contexto da Williams, que argumentou que outros incidentes não foram penalizados ou não foram suficientemente penalizados.

Eles também observaram que a aplicação de penalidades diferentes ou a não tomada de nenhuma ação adicional sobre outros incidentes “não pode ser considerado como um novo elemento” que necessite uma revisão.

Dois incidentes na primeira volta em que nenhuma ação foi tomada foram questionados pela Williams.

Depois de bater em Perez, Sirotkin bateu em Alonso em um incidente provocado pela Renault de Nico Hulkenberg, enquanto Esteban Ocon acabou nas barreiras depois de ter sido atingido por Kimi Raikkonen na terceira curva.

A Williams também se referiu à penalidade de dez segundos a Kevin Magnussen e os dois pontos de penalidade em sua licença por um incidente com Pierre Gasly no final da corrida como "inconsequentes".

Os comissários afirmaram que houve 87 incidentes registrados como suposta "causa de uma colisão" desde o início da temporada de 2016, e 55 não resultaram em nenhuma ação, 14 em penalidades de 10 segundos e nove em penalidades de três posições para a corrida seguinte.

Eles disseram que isso significa que as penalidades aplicadas a Sirotkin, Magnussen e Marcus Ericsson (que atingiu Magnussen na primeira volta) foram “inteiramente consistentes com as práticas anteriores”, assim como os casos que terminaram sem nenhuma ação adicional.

A observação "inconsequente" da Williams foi rejeitada, porque as consequências das penalidades não foram levadas em conta desde a reunião de 2013 entre a FIA e os representantes das equipes e dos pilotos.

Os comissários também disseram que suas decisões de não punir foram comunicadas antes da publicação dos resultados, o que deu a Williams "oportunidade e tempo" para apresentar uma apelação quando possível, mas a equipe não o fez.

Williams também “optou por não exercer” seu direito de protestar contra a FIA, que não tomou nenhuma ação sobre o confronto Sirotkin/Alonso/Hulkenberg na primeira volta.

O questionamento sobre o retorno de Alonso com pneus furados ao box foi descartado após evidências de Whiting terem citado a presença do Safety Car e o fato de que Alonso “teve o cuidado de evitar a linha de corrida, o tráfego e minimizar os riscos”.

Os comissários fizeram um segundo ponto sobre Alonso, alegando que a equipe Williams no pitwall e em seu controle em sua base, na Inglaterra, notaram o retorno da McLaren aos boxes, o que faz com que isso “não possa ser argumentado como um ‘novo elemento’”.

Por fim, os comissários disseram que a Williams se referiu a notícias da mídia em sua solicitação para a revisão, mas eles não consideraram tais relatórios “significativos e relevantes”.

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