"Mercedes e Ferrari poderão destruir F1", diz Ecclestone

Comandante da categoria afirmou que as duas equipes que dominam campeonato poderiam acabar com esporte se não houver mudanças nos regulamentos

Bernie Ecclestone deixa cada vez mais claro sua vontade de fazer mudanças radicais na F1, principalmente com a introdução de um motor alternativo potente e de baixo custo para as equipes.

As declarações do mandatário da Formula One Management (FOM) tem sido cada vez mais fortes nas últimas semanas e dá sinais de que não vai recuar.

O que incomoda Ecclestone é a postura da Ferrari e da Mercedes, que são contra a introdução de um bloco mais acessível, o que demonstraria estarem mais preocupadas com seu próprio sucesso do que com o esporte.

"Estamos tentando salvar o esporte e essas pessoas estão tentando salvar seus próprios interesses", disse Ecclestone em entrevista à BBC.

Mandato

Ecclestone e Jean Todt fizeram alterações quanto à estrutura de governança da FIA e da FOM. A manobra não caiu muito bem para a Ferrari, que foi a única, entre os 27 membros do conselho contra a medida, segundo apurado pelo Motorsport.com.

"A única coisa que temos que fazer é ignorar o que a Ferrari já disse e falar: 'vocês tiveram uma chance. Vocês podem deixar o conselho ou reclamar no arbitral e ver o que eles pensam'."

"Acredito que se eles fossem ao conselho arbitral, ganharíamos fácil."

Preocupação pública

Mas Ecclestone está certo de que algo precisa ser feito para combater o declínio de interesse do público com a F1, mesmo que algumas atitudes desagradem as equipes.

"Há todos os tipos de coisas que sabemos que podemos fazer para fazer a F1 voltar ao que já foi um dia, porque estamos no showbusiness", disse.

"Estamos lá para entreter o público. Não estamos para proporcionarmos o show da Mercedes para demonstrar seus carros e vendê-los. Ou mesmo a Ferrari."

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