Senna descreve sensação de pilotar em Mônaco: "É violento"

O piloto brinca que a resposta do motor é tão brutal que a impressão que se tem quando vai para a corrida seguinte é de perda de potência

Senna destaca importância de limpar informações visuais para ir bem em Mônaco

Violento. É assim que Bruno Senna define pilotar um F-1 pelas ruas de Mônaco. Em sua segunda experiência com os carros da categoria no circuito monegasco – a primeira, em 2010, foi com a fraca Hispania – o brasileiro destaca a necessidade de “limpar a cabeça” para observar apenas os pontos de referência que ajudam a encarar as 18 curvas em pouco mais de 3km (3.340m) de traçado.

“Definitivamente a F-1 cresceu um pouquinho mais do que a pista desde as primeiras corridas, com os carros mais lentos. É difícil descrever, parece que você pega outra pista normal e coloca em modo acelerado”, afirmou ao TotalRace.

“É uma pista que tem muita informação, porque são muitos detalhes. Normalmente, você tem uma placa dos 100m que olha para frear, mas aqui é tanta informação que é até importante você limpar o que está vendo para poder focar na pista.”

O piloto da Williams, inclusive, brinca que a relação de marchas é muito curta, e a resposta do motor, tão brutal, que a impressão quando se vai para a corrida seguinte é de perda de potência.

“A troca de marcha é rápida, acelera e freia toda hora, as curvas são curtas. Depois daqui, você vai para Montreal, com uma relação de marchas bem mais longa e pensa ‘esse motor está meio fraco’. Todos os efeitos são mais violentos em Mônaco do que o normal.”

Para hoje, a programação de Senna é observar a primeira corrida da GP2, até para aprender mais sobre os pneus. "Venho ver a GP2, claro. Tenho muito o que aprender. Os pneus deles são similares aos nossos, é importante observar.” 

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