Atuação da Honda em Austin é “preocupante”, diz Rossi

Italiano, que teve dificuldades com ritmo no GP dos Estados Unidos, espera que Yamaha mostre seu potencial no retorno à Europa

Valentino Rossi descreveu a atual forma da Honda na MotoGP como “preocupante” após Marc Márquez dar à fabricante sua segunda vitória consecutiva em Austin.

Márquez não enfrentou oposição no Circuito das Américas, obtendo sua sexta vitória consecutiva na pista, enquanto que Rossi, da Yamaha, não foi além do quarto lugar. 

Isso dá continuidade à primeira vitória da Honda na temporada, na Argentina, nas mãos de Cal Crutchlow, enquanto que no Catar, na abertura do campeonato, Márquez foi superado por pouco por Andrea Dovizioso, da Ducati. 

Rossi admitiu que a situação é uma preocupação, mas que estava otimista pelo fato de a Yamaha ter sido relativamente competitiva em Austin, com Maverick Viñales em segundo lugar, atrás de Márquez.

“É preocupante, porque eles são muito fortes, mas especialmente porque é uma moto que sempre vai bem”, disse Rossi, falando sobre a Honda. “Eles são competitivos mais ou menos em todas as condições, então será difícil.”

“Mas, aqui, colocamos duas motos no top 4 em uma pista que não favorece a Yamaha normalmente.”

“Agora, será importante ver como iremos em Jerez, porque, no ano passado, quando voltamos à Europa, em pistas diferentes em que a aderência é diferente, sofremos muito.”

“Este ano, espero que sejamos mais competitivos em pista que gostamos, como Jerez e Barcelona.”

Rossi disse que sua meta para Austin era terminar no pódio depois de largar em quinto, mas problemas com o pneu dianteiro o impediram de lutar com Viñales e com Andrea Iannone, da Suzuki.

“A corrida foi um pouco pior do que eu esperava”, disse. “Eu esperava ter ritmo para andar em 2min05s alto, porque, na sexta-feira e no sábado à tarde, eu estava nesse ritmo.”

“Eu sabia que, com este ritmo, eu poderia lutar pelo pódio, e a meta era lutar pelo pódio. Mas, infelizmente, sofri mais que outros, especialmente com o pneu dianteiro.”

“Nunca tive dificuldades nos treinos, mas, [na corrida] nas curvas de alta, perdi muito. Então, tive que recuar um pouco. Tentei permanecer próximo a Iannone, mas ele estava mais forte que eu, e, no fim, não pude lutar.”

Reportagem adicional de Oriol Puigdemont

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