Márquez: "Melhor decidir o título aqui do que em Valência"

Líder da MotoGP tem na Malásia a primeira oportunidade de conquistar pela quarta vez em cinco anos o título mundial

Sepang - Com três corridas consecutivas, praticamente não há tempo para refletir sobre o que está acontecendo, mas para Marc Márquez este fim de semana não será de mais um GP, pois ele pode encerrar o Mundial.

"É claro que você sente algo especial, sente que não é um GP qualquer, embora queira encará-lo assim, mas eu não quero ser influenciado pelo fato de que muitas pessoas pensam que já está feito. Eu quero ganhar o título, não importa onde e quando. Se der para correr aqui para conseguir pontos suficientes para encerrar em Valência, faremos. Se pudermos vencer aqui, tentaremos. No final, não devemos nos deixar influenciar por opiniões externas, mas permanecer focados como até agora".

A verdade é que com 33 pontos de vantagem e duas corridas em jogo, Márquez pode seguir com bastante tranquilidade com seu ataque ao título.

"Bom, é tranquilo entre aspas, vou dizer no domingo se levo ou não, se há uma corrida bandeira a bandeira. No final, um erro pode ser cometido em qualquer curva, foi visto na Austrália uma corrida com muitas ultrapassagens onde o erro não precisa ser seu, pode ser de outro e ver você envolvido. Vamos tentar ser o mais tranquilo possível e continuar com a mesma mentalidade. Amanhã vou dar tudo no preparo da corrida e ver até onde podemos lutar".

As duas vezes que Márquez teve que chegar a Valência disputando o título, os conquistou, o que, com certeza, permite que ele enfrente essa possibilidade sem grandes dramas.

"Estou mais tranquilo do que na Austrália porque o fim está se aproximando e tenho mais vantagem. Eu ficaria mais nervoso se eu tivesse cinco ou seis pontos de vantagem. Não quero dizer que estou mais relaxado, mas tenho muito claro que, se pudermos decidir o título aqui, melhor do que em Valência. Mas eu insisto, o que eu quero é ganhar e não me importo onde e quando, é o objetivo de todo o ano. Agora o temos próximo, mas não está feito, então precisamos continuar com a mesma dinâmica".

Na Austrália, Marc pôde dar algumas voltas à procura de Andrea Dovizioso, que ficou muito atrasado.

"Na Austrália, eu disse à equipe que não queria que me marcassem a posição [de Dovi], procurei ele no meio da corrida, porque havia aquela vontade de saber onde estava. Até agora não falamos sobre isso aqui, veremos como serão os treinos e como vamos no grid. É claro que eu tenho um rival e que é Dovi, eu não tenho outros. Isso não altera minha estratégia ou mentalidade, mas se houver um fim como na Austrália ou em Motegi talvez agora devamos agir de forma diferente”.

"Estar na frente aqui, não será como na Austrália. Mas insisto, temos que esperar e ver como serão os treinos. Até meia hora atrás, eu nem tinha parado de pensar nas posições que precisamos chegar, agora sei que se ele for terceiro, eu tenho que ser o sexto. Abaixo disso não me interessa."

"Quando chega a hora da verdade, a mentalidade muda, você precisa fazer como em 2016, dar o máximo nos treinos e administrar a corrida. Se recuperarmos aqui 9 ou 10 pontos, chegamos a Valência com mais de 20 de vantagem.

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